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Planalto desmente ministro e nega aumento do Bolsa Família



A Casa Civil desmentiu nesta sexta-feira (7) o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT-PI), e disse que “não existe” estudo no governo sobre um possível aumento do Bolsa Família. A pasta comandada por Dias é responsável pela gestão do programa.

Em entrevista à agência de notícias DW, o ministro afirmou que a possibilidade de reajuste do benefício estava “na mesa” e que o governo tomaria uma decisão sobre o tema até março. Segundo Dias, a medida seria necessária devido ao aumento no preço dos alimentos.

“Temos que preparar, entre fevereiro e março, um relatório ao presidente. O principal problema já não é o câmbio. Temos que manter [o benefício no piso de] US$ 40, que é o padrão internacional para o consumo. Nisso haverá pouca alteração. O problema é o preço do alimento, que teve essa elevação brusca do fim do ano passado para cá. É um ponto fora do planejado”, afirmou.

“Vamos tomar uma decisão dialogando com o presidente, porque isso repercute. Será um ajuste? Será um complemento na alimentação?”, acrescentou Dias, admitindo em seguida que o reajuste “está na mesa”.

Em nota, a Casa Civil foi enfática ao dizer que “esse tema não está na pauta do governo e não será discutido”.

“A Casa Civil da Presidência da República informa que não existe estudo no governo sobre aumento do valor do benefício do Bolsa Família. Esse tema não está na pauta do governo e não será discutido”, diz a íntegra do comunicado.

Falhas de comunicação no governo Lula

Os problemas de comunicação entre a cúpula do governo e a população é uma das principais preocupações do presidente Lula (PT) atualmente. Na tentativa de melhorar a situação, o petista substituiu Paulo Pimenta pelo marqueteiro Sidônio Palmeira no comando da Secretaria de Comunicação (Secom).

“Uma das coisas mais importantes para que a gente possa controlar o preço é o próprio povo. Se você vai no supermercado e desconfia que tal produto está caro, você não compra. Ora, se todo mundo tiver essa consciência e não comprar aquilo que ele acha que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar [o preço] para vender, porque se não vai estragar”, afirmou Lula em entrevista às rádios Metrópole e Sociedade, da Bahia.

Assim como na crise do Pix, a oposição ironizou a “solução” apresentada pelo presidente, ampliando o desgaste do governo com a economia e medidas que ele próprio propõe. No último dia 20, o presidente cobrou alinhamento na comunicação do governo durante uma reunião ministerial. O petista destacou que os ministros deveriam encaminhar ao Planalto decisões de grande impacto antes de anunciá-las publicamente.



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